quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Me and Myself

- Você é um idiota.

- Eu sei.

- Que tipo de merda você tem na cabeça?

- Me diz você que mora aí dentro.

- Estupidez mesmo, falta de noção total, parece que é isso que você tem na cabeça

- Merda! é que as vezes quando falo com ela, perco um pouco mesmo a noção, nunca fiquei tão a vontade com ninguém, nunca fui tão eu mesmo, então as vezes sai essas escrotices da minha boca.

- Vacilou feio! Faltou cuidado justamente com a pessoa com quem você mais deveria se importar.

- Tô ligado, já me desculpei com ela, foi escroto demais, mas onde você estava na hora? Não é seu papel impedir que eu faça esse tipo de coisa? Você devia ter me impedido de dizer besteira? Não adianta nada agora ficar azucrinando meus pensamentos.

- Acho que eu tinha ido levar alguma insegurança para dar uma volta. Como você disse eu estava relaxado e totalmente de guarda baixa, reconheço que dei mole também. Afinal são nossos pensamentos. Também faço parte de você.

- Eu, você... Nós enfim, somos um só. Somos um idiota estupido, mas não esquizofrênico.

- Ok. Concordo, mas diz aí o que a gente faz agora?

- Já me desculpei com ela.

- Eu sei babaca, e provavelmente ela vai desculpar mesmo. Mas acho que você... A gente merece um, sei lá, tipo de punição.

- Não curto auto flagelação.

- Sei, sei... Mas tem que ter algo que nos impeça de repetir essa besteira.

- A vergonha não basta?

- Ta aí, vergonha. Isso afeta a gente. Algum tipo de humilhação pública seria uma boa punição.

- Não estou gostando desse negócio de punição, você está demonstrando uma espécie de masoquismo que eu não reconheço na nossa personalidade.

- Já sei. Vamos colocar esse diálogo imaginário na internet!

- Não sei, acho que não vai ser legal, ela não curte demonstrações públicas de afeto. Muito menos exposição pessoal.

- Nós também não. Por isso mesmo que vamos fazer. O castigo é nosso.

- Ela pode não gostar, nosso filme já tá queimado.

- Ninguém vai saber que é dela que estamos falando. Só ela. É genial.

- Não, não é... Mas não adianta. Estou reconhecendo o brilho no fundo do meu cérebro, vamos ficar convencidos de que isso é uma ótima idéia. Mas promete que se ela pedir, apagamos essa merda.

- Ok.... Decidido.

- Odeio magoa-la.

- Já que estamos falando disso... Sabe, tenho que te confessar uma coisa: As vezes eu fico procurando por aqui no meio dessa bagunça de pensamentos, um cantinho, um pedacinho da gente que não ama ela.

- Desiste disso, parceiro. Nós amamos ela por inteiro, tenho certeza.

5 comentários:

  1. Genial. Agora eu falaeria pro personagem: vai lá e falem, os dois, prá ela, que a amam. Você faz o texto parecer o contexto de alguém de verdade.
    Mas se o PC dela tiver bugado com o apagão, ela deve estar sem internet. Eu diria ao personagem: Vai lá, pô! Nessas horas, ser clichê é melhor.

    Abraços e um bom dia!

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  2. Um diálogo entre o Ding e o Dong. Geminianos... puta merda.

    E, ah, se isso contar como um Menage á Tròis. Parabéns, você é a minha algema chinesa.

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  3. Você classificou
    este "diálogo"
    como breguice.

    Mas que breguice
    DELICIOSA! : )

    Um beijo,
    doce de lira

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